quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Há mais de um ano na Australia

Há mais de um ano na Austrália



Em 31 de março de 2009, embarcamos rumo a essa terra distante e desconhecida, com apenas duas malas nas mãos, viemos para longe dos nossos pais, irmão, irmãs, sobrinhas, família, amigos e profissões para encararmos uma nova jornada em nossas vidas. Foram meses de muitas dificuldades, inseguranças, incertezas, desafios dia-a-dia, noites sem sono e noites de um sono maravilhoso e profundo, aprendemos e amadurecemos muito, sofremos, choramos, rimos, nos divertimos, conhecemos o novo, vimos o inusitado e um céu sempre azul e muito estrelado – a constelação Cruzeiro do Sul nos acompanha e nos sentimos em casa quando a observamos. Respiramos um ar muito puro, passamos por meses de chuvas incessantes e meses sem nenhuma gota d’água, semanas com mínima de 40C e umidade próxima a 30%...o paradoxo é diário, a alegria e a tristeza andam juntas e depende somente de nosso espírito para decidir qual dos dois deixar aflorar a cada manhã.


Todas as cores da janela de nosso apartamento

Parece que a parte mais difícil já passou, estamos adaptados e mais estabilizados, tanto emocionalmente como financeiramente.


Murray Street

Esta cidade pra quem vem de São Paulo, às vezes, parece calma demais, mas é tão linda! O céu 90% dos dias esta azul e ensolarado.

Uma pequena grande cidade. Pequena em população, mas grande em dimensao. Estamos aqui por mais de um ano explorando o máximo possível e, ainda tem vários locais para serem conhecidos. Uma das sensações de vivermos aqui é de que a natureza invade a cidade, é comum ver uma família de patos atravessando a rua, araras e papagaios entre os edifícios empresariais...isso é muito gostoso.


Vista do King's Park em uma rara tarde nebulosa.

Com todos os prazeres que viver aqui nos propicia, mesmo assim sentimos muita falta da música brasileira, de um bom abraço de um amigo, do beijo dos parentes, de contar e ouvir piadas de portugueses e em Português, do churrasco de picanha, do guaraná, açaí, palmito, do rodízio de comida japonesa, de cumprimentar com beijinho no rosto e dizer tchau da mesma maneira, das frutas saborosas e de toda a fartura. Mas nos adaptamos muito bem à organização, ao verde que toma conta de toda cidade em que estivemos, do conceito de cidadania, da falta de burocracias, ao respeito a natureza e ao próximo, a quase inexistência de violência e a impagável inexistência de Brasília.

Em fevereiro a cunhada da Sheila faleceu e em março a vovó Lídia também. Foi um período muito triste, sofremos e choramos muito, sentimos uma saudade enorme de todos que estão distantes. A dúvida bateu muito forte em nossos corações...será que vale a pena? Será que fizemos a escolha certa? Muito difícil responder a qualquer uma dessas perguntas, o certo é de que no momento estamos enfocados em tentar encarar de peito aberto esse desafio e aproveitar ao máximo a oportunidade de vivermos em um país tão incrível. Não temos medos, tão pouco “olhamos para trás”.


No exato dia em que completamos um ano que chegamos na Austrália, o Carlos, pai do Ale, veio à Perth voltando da China onde estava a negócios. Foi uma visita bem rápida numa rara semana nublada, com um clima e umidade bem agradáveis. Foi uma delícia ver um rosto familiar, abraçá-lo , beijá-lo e ouvir suas inúmeras estórias e histórias. Fizemos atividades bem australianas como “Barbie” (churrasco) de lingüiça e salsicha na beira do Rio Swan em East – Perth com amigos da She para comemorarmos seu aniversário. O levamos ao King’s Park, as praias de Scarborough, Cottesloe e Hillaris aonde admiramos dezenas de barcos, lanchas, yatis e o oceano índico de um azul translúcido; fomos a Caversham ver cangurus, wombats, coalas e outros animais australianos; ele conheceu o centro econômico do Western Austrália, CBD, aonde comprou lembranças, fomos ao porto de Fremantle aonde estava tendo o Festival de Artes e ele teve a oportunidade de ver a She fazendo performance de estátua viva, bebemos da mais do que deliciosa cerveja Pale Ale da Little Creatures...foram curtos 6 dias, mas aproveitamos bastante e a cidade em que moramos deixou uma excelente impressão ao Carlos... a pergunta agora é - Quem será o próximo? O convite está aberto...esperamos que haja até fila.








Barbecue (churrasco) na Bela East Perth à margem do Rio Swan, para comemorarmos o aniversário da She.

Headback

Encontramos uma headback na lixeira do nosso prédio, trata-se de uma aranha super venenosa que pode até levar a morte se a pessoa for alérgica. Ela tem esse nome por conta do desenho vermelho que carrega na parte de trás do seu corpo. É tão bonitinha que nem parece perigosa.

Australia Day


É o feriado mais famoso aqui na Austrália, tudo que não é comemorado nas festas de final de ano, eles comemoram neste feriado no mês de janeiro. Fomos de bike para Esplanade e assistimos o espetáculo dos aviões que termina com uma longa queima de fogos. Este feriado comemora o bom da Austrália e o compromisso de ser australiano.




Em fevereiro nosso colega Welber, com quem dividimos o apartamento por 10 meses retornou ao Brasil. Tivemos uma convivência tranqüila, respeitosa. Continuamos no mesmo apartamento, retomamos nossa liberdade de casal e agora com mais espaço e um quarto a mais para acomodar nossas coisas que aumentam a cada mês.




Mandurah







Em julho passamos um lindo dia de domingo em Mandurah, a 72 km de Perth. É uma região linda, perto do mar, uma opção para os aposentados. Região conhecida pela visita de golfinhos e onde pode-se adimirar pelicanos, araras, papagaios e outras lindas aves.


Obrigado (a) por acompanhar nosso Blog.

Um comentário:

  1. Contente em sabê-los vendo as dificuldades como degraus , não como obstáculos.É sabedoria.

    Grande beijo meu.

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